domingo, 15 de março de 2015

Bárbara Serra, dado que me fervem dentro mais de uma pátria, era impossível esquecer Roma…


"Roma", óleo de Agostinho José da Mota (Rio de Janeiro, 1824-Rio de Janeiro, 1878)


Cantiga feita nos grandes campos de Roma

Por estes campos sem fim,
Onde a vista assim se estende,
Que verei, triste de mim,
Pois ver-vos se me defende?

Todos estes campos cheios
São de saudade e pesar,
Que vem para me matar
Debaixo de céus alheios.
Em terra estranha e em ar,
Mal sem meio e mal sem fim,
Dor que ninguém não entende,
Até quão longe se estende
O vosso poder em mim!

Francisco de Sá de Miranda in Antologia da Poesia de Amor Portuguesa, organizada por José Régio e Alberto de Serpa, Portugália Editora, 1957


4 comentários:

  1. É muito bonito o poema:)

    Um bom domingo, com sol :)

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  2. Isabel, o poeta dessa poesia é, em muitos aspectos, um Mestre, aos meus olhos. Boa noite, querida amiga.

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  3. Isabel, o poeta dessa poesia é, em muitos aspectos, um Mestre, aos meus olhos. Boa noite, querida amiga.

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  4. Oh que quem paixão carrega e com ela se levanta muito errados tem os olhos que tanta beleza não vêem, presos que são de longuíssima e suspirosa saudade

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