"Roma", óleo de Agostinho José da Mota (Rio de Janeiro, 1824-Rio de Janeiro, 1878)
Cantiga feita nos grandes campos de Roma
Por estes campos sem
fim,
Onde a vista assim se
estende,
Que verei, triste de
mim,
Pois ver-vos se me
defende?
Todos estes campos
cheios
São de saudade e pesar,
Que vem para me matar
Debaixo de céus
alheios.
Em terra estranha e em
ar,
Mal sem meio e mal sem
fim,
Dor que ninguém não entende,
Até quão longe se
estende
O vosso poder em mim!
Francisco de Sá de
Miranda in Antologia da Poesia de Amor
Portuguesa, organizada por José Régio e Alberto de Serpa, Portugália Editora,
1957

É muito bonito o poema:)
ResponderEliminarUm bom domingo, com sol :)
Isabel, o poeta dessa poesia é, em muitos aspectos, um Mestre, aos meus olhos. Boa noite, querida amiga.
ResponderEliminarIsabel, o poeta dessa poesia é, em muitos aspectos, um Mestre, aos meus olhos. Boa noite, querida amiga.
ResponderEliminarOh que quem paixão carrega e com ela se levanta muito errados tem os olhos que tanta beleza não vêem, presos que são de longuíssima e suspirosa saudade
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