segunda-feira, 23 de março de 2015

A união de esquerda









Na primeira volta das eleições departamentais francesas de ontem, o PS, apesar de se ver obrigado a juntar aos seus números os de outros grupos de esquerda para conseguir um segundo lugar, recuperou votos e situou-se numa posição prometedora.

A segunda volta pode ser positiva para o PS, sobretudo para a esquerda, entendida como um todo.

E a indispensabilidade de uma “união de esquerda” volta a ser falada.

Em Libération, encontrei, hoje, esta frase lapidar:

“a união de esquerda não se decreta. É necessário definir um programa que a federe, que a associe.”

Quem sublinhou a necessidade de um programa real e abertamente de esquerda, para que essa “união de esquerda” possa acontecer, foi um militante PS, próximo duma socialista de gema: Martine Aubry.

Não me admiraria se, nas próximas eleições legislativas por   que ansiamos, aqui em Portugal, a necessidade de uma união parlamentar de esquerda se revele incontornável.


Fixe quem deve que “a união de esquerda não se decreta. É necessário definir um programa que a federe, a associe.”    

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