Na primeira volta das eleições departamentais francesas de ontem, o PS,
apesar de se ver obrigado a juntar aos seus números os de outros grupos de esquerda para conseguir um segundo lugar, recuperou votos e
situou-se numa posição prometedora.
A segunda volta pode ser positiva para o PS, sobretudo
para a esquerda, entendida como um todo.
E a indispensabilidade de uma “união de esquerda” volta a ser
falada.
Em Libération,
encontrei, hoje, esta frase lapidar:
“a união de esquerda
não se decreta. É necessário definir um programa que a federe, que a associe.”
Quem sublinhou a necessidade de um programa real e abertamente
de esquerda, para que essa “união de esquerda” possa acontecer, foi um
militante PS, próximo duma socialista de gema: Martine Aubry.
Não me admiraria se, nas próximas eleições legislativas por que ansiamos, aqui em Portugal, a necessidade
de uma união parlamentar de esquerda se revele incontornável.
Fixe quem deve que “a união de esquerda não se decreta. É necessário definir um programa
que a federe, a associe.”

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