quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O destaque do dia: uma ilha segura, a meio da tempestade



O assalto dos tubarões, a industrialização do livro, o mercado a substituir-se à estética. 


A vulgarização da Arte...

A degradação da Cultura.

A agonia da pedagogia.

O desaparecimento das editoras que formaram gerações, a Inquérito, a Portugália, a Livros do Brasil dos anos 50, 60, a Inova...

A imposição de títulos medíocres –mas capazes de atrairem aqueles cujo iletrismo limita o gosto e a exigência... aqueles que, acorrendo à isca do sensacional medíocre, se enterram na própria ignorância.

Sabemos disso e lamentamo-lo. Tu e eu, amigo.

É uma tempestade, um naufrágio, um desastre, largamente implementados por televisões boçais, primárias, apontadas à ignorância.

É o PAC: o Processo de Analfabetização em Curso.

Ora, no meio dessa tormenta, surgem corajosíssimas editoras, que remam contra a maré, arriscando muito e dando muitíssimo.

É o caso da Relógio d’Água, mais uma vez a marcar presença, agora, no bicentenário de Charles Dickens, publicando uma das obras-primas do romance: David Copperfield.

Não podia de sublinhar o gesto nem deixar de agradecer à Relógio d’Água quanto tem feito pela Literatura, pela Cultura.

1 comentário:

  1. Pode ser que atrás desta obra venham outras.
    Era bom.
    Ontem andei a ver se encontrava em português Pickwick Papers (sobre o qual vi uma referência num blogue e fiquei com vontade de ler)e não descobri, em português.

    Um bom dia

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