O assalto dos tubarões, a industrialização do livro, o mercado a substituir-se à estética.
A vulgarização da Arte...
A vulgarização da Arte...
A degradação da Cultura.
A agonia da pedagogia.
O desaparecimento das editoras que formaram gerações, a Inquérito, a Portugália, a Livros do Brasil dos anos 50, 60, a Inova...
A imposição de títulos medíocres –mas capazes de atrairem aqueles cujo iletrismo limita o gosto e a exigência... aqueles que, acorrendo à isca do sensacional medíocre, se enterram na própria ignorância.
Sabemos disso e lamentamo-lo. Tu e eu, amigo.
É uma tempestade, um naufrágio, um desastre, largamente implementados por televisões boçais, primárias, apontadas à ignorância.
É o PAC: o Processo de Analfabetização em Curso.
Ora, no meio dessa tormenta, surgem corajosíssimas editoras, que remam contra a maré, arriscando muito e dando muitíssimo.
É o caso da Relógio d’Água, mais uma vez a marcar presença, agora, no bicentenário de Charles Dickens, publicando uma das obras-primas do romance: David Copperfield.
Não podia de sublinhar o gesto nem deixar de agradecer à Relógio d’Água quanto tem feito pela Literatura, pela Cultura.

Pode ser que atrás desta obra venham outras.
ResponderEliminarEra bom.
Ontem andei a ver se encontrava em português Pickwick Papers (sobre o qual vi uma referência num blogue e fiquei com vontade de ler)e não descobri, em português.
Um bom dia