"Tempestade", 1823, óleo de William Turner
“Era o melhor dos tempos e era o pior dos tempos, a idade da sabedoria e a idade da loucura; a idade da fé e a idade da descrença; era a época da Luz e a época das trevas, a primavera da esperança e o inverno do desespero; tínhamos tudo à nossa frente e não tínhamos nada à nossa frente; caminhávamos direitos ao céu, caminhávamos direitos ao lugar oposto...”
Charles Dickens, in A história de duas cidades
Esse é, afinal, o nosso tempo.
De contradições, amor e ódio, crime e sede de justiça.
O tempo da venda das almas e do choro das almas, da traição e da fidelidade.
Da coragem e da covardia.
Da esperança e do desespero.
O tempo de crise.
Por isso, o tempo criador, em que se abrirão portas e tudo mudará.
Um tempo de naufrágio.
Um tempo de ressurreição.
O tempo da catarse.
Belíssimo trecho de Dickens, querido amigo!
ResponderEliminarComeçaria mesmo por esse romance e por essas palavras, se não tivesse lido nada de Dickens.
Foi o que disse há dias a um casal simpático com quem conversei sobre o "divino Dickens", como dizia Eça.
Palavras que são um poema e o retrato de uma realidade que tanto é do século XIX como do século XXI.
Grande abraço.
Um abraço!
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