Que partout, everywhere, em toda a parte,
A vida égale, idêntica, the same,
É sempre um esforço inútil, um voo cego a nada.
Mas dancemos; dancemos
Já que temos
A valsa começada
E o Nada
Deve acabar-se também,
Como todas as coisas.
Tu pensas nas vantagens imensas
Dum par
Que paga sem falar;
Eu, nauseado e grogue,
Eu penso, vê lá bem,
Em Arles e na orelha de Van Gogh...
E assim entre o que eu penso e o que tu sentes
A ponte que nos une –é estar ausentes.
Reinaldo Ferreira, in Poemas

Bonito poema.
ResponderEliminarÉ preciso haver comunicação, para as pessoas se entenderem.Para que a vida não seja "um esforço inútil".
Um beijinho e bom domingo
Sim, mas não é fácil,Isabel. Bom Domingo!
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