“Quem a tem...”
Não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.
Eu não posso senão ser
desta terra em que nasci.
Embora ao mundo pertença
e sempre a verdade vença,
qual será ser livre aqui,
não hei-de morrer sem saber.
Trocaram tudo em maldade,
é quase um crime viver.
Mas, embora escondam tudo
E me queiram cego e mudo,
não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.
Jorge de Sena in Fidelidade, 1958
Caro amigo, Poppe
ResponderEliminarA pieguice foi uma manifestação ultraromântica, quando o romantismo não dava mais. Estava saturado.Aqui, com Jorge de Sena o queixume é revolta, luta e empenho total.Falta-nos (a mim)esta rebeldia que também alguma poesia nos oferece.Obrigado,Jorge de Sena que nos ajudas a estar vivo.E a si que permite ler, reler e trêsler este poeta obstinado pela Liberdade.
Bonito.
ResponderEliminarNão há nada que pague a liberdade.
Um abraço
José Manuel, a nossa resignação tem atrás mais de cem anos de governos anti-cultura, desde o do Saldanha em 1851...
ResponderEliminarIsabel, a liberdade tem de se defender com unhas e dentes! Um abraço!
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