
Transcrevo esta passagem do artigo ‘Ciao’ a todo esto, de Francisco Basterra, publicado no El País de hoje:
E acrescento as informações seguintes: o Emirado árabe de Qatar, pequeno país do golfo pérsico, tem reservas de gás e de petróleo, respectivamente para 75 e 50 anos. Vive o governo do Qatar à sombra dessa bananeira?
Não. O Qatar aposta tudo na educação: criou um centro universitário, a Education City, que reúne institutos-delegados de universidades, inglesas, americanas e francesas, onde a média do ensino é de 5 alunos por professor.
Gás e petróleo têm fim, a inteligência e a capacidade cultural do homem é um bem precioso, renovável ao longo das gerações.
Ao apontar o princípio de um fim, Francisco Basterra refere o capitalismo selvagem a que a Europa e o mundo se abandonaram e que, no estertor que nos apanhou e sufoca, atirou para o não-futuro, o roubo, o abuso, a infâmia gananciosa (lê o artigo de Manuel António Pina, transcrito, ontem para este blog).
Vivemos uma viragem –é um facto. O capitalismo selvagem está na hora da morte.
Assim não entende este governo cujo tenho por passageiro e cuja passagem tende a deixar-nos na miséria total.
Governo anacrónico de um país periférico e sistematicamente inculturado e desinformado, enterra tudo e todos.
Manuel Poppe,
ResponderEliminarÉ impertinente esta notícia e não podemos deixar de concordar com ela.
Há uma viragem no século XXI para a Ásia , uma frase a registar e a repensar.
A Europa mata-se a si própria como acontece à democracia, talvez para depois renascer...
Abraço!
o fim do capitalismo ha muito que ja foi predito. lembremo-nos de marx.
ResponderEliminarmas para quando? tambem gostaria de ve-lo finalmente acabar, mas quando sao tantos anos a falar do seu fim, acabamos por parecer-nos com aqueles profetas israelitas.
como posso realmente contribuir?
Anónimo: não veja aqui uma afirmação marxista: veja uma constatação ético-social com a qual os marxistas podem ou não coincidir. E se o capitalismo selvagem, justamente, a indigna, acredite na sua indignação: afirme-a. E já agora não tenha medo: não se esconda por detrás do anonimato...É um mau exemplo.
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