sábado, 12 de novembro de 2011

Mudança

A curva da estrada...

Transcrevo esta passagem do artigo ‘Ciao’ a todo esto, de Francisco Basterra, publicado no El País de hoje:

“Como dice el historiador Paul Kennedy, "es como si estuviéramos de nuevo en el año 1500, saliendo de la Edad Media hacia el mundo moderno". China se despega, EE UU se prepara pragmáticamente para un siglo XXI asiático. Europa aparece como un coro lejano, en construcción-deconstrucción como larga crisis. Las campanas no solo doblan por Europa, sino por lo que dejamos atrás. El principio del fin de 200 años de predominio occidental.”

E acrescento as informações seguintes: o Emirado árabe de Qatar, pequeno país do golfo pérsico, tem reservas de gás e de petróleo, respectivamente para 75 e 50 anos. Vive o governo do Qatar à sombra dessa bananeira?

Não. O Qatar aposta tudo na educação: criou um centro universitário, a Education City, que reúne institutos-delegados de universidades, inglesas, americanas e francesas, onde a média do ensino é de 5 alunos por professor.

Gás e petróleo têm fim, a inteligência e a capacidade cultural do homem é um bem precioso, renovável ao longo das gerações.

Ao apontar o princípio de um fim, Francisco Basterra refere o capitalismo selvagem a que a Europa e o mundo se abandonaram e que, no estertor que nos apanhou e sufoca, atirou para o não-futuro, o roubo, o abuso, a infâmia gananciosa (lê o artigo de Manuel António Pina, transcrito, ontem para este blog).

Vivemos uma viragem –é um facto. O capitalismo selvagem está na hora da morte.

Assim não entende este governo cujo tenho por passageiro e cuja passagem tende a deixar-nos na miséria total.

Governo anacrónico de um país periférico e sistematicamente inculturado e desinformado, enterra tudo e todos.

3 comentários:

  1. Manuel Poppe,
    É impertinente esta notícia e não podemos deixar de concordar com ela.

    Há uma viragem no século XXI para a Ásia , uma frase a registar e a repensar.
    A Europa mata-se a si própria como acontece à democracia, talvez para depois renascer...
    Abraço!

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  2. o fim do capitalismo ha muito que ja foi predito. lembremo-nos de marx.
    mas para quando? tambem gostaria de ve-lo finalmente acabar, mas quando sao tantos anos a falar do seu fim, acabamos por parecer-nos com aqueles profetas israelitas.
    como posso realmente contribuir?

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  3. Anónimo: não veja aqui uma afirmação marxista: veja uma constatação ético-social com a qual os marxistas podem ou não coincidir. E se o capitalismo selvagem, justamente, a indigna, acredite na sua indignação: afirme-a. E já agora não tenha medo: não se esconda por detrás do anonimato...É um mau exemplo.

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