A garra do mercado
“Os mercados financeiros substituíram-se à regulamentação política. (...) Infelizmente, tudo isso não relança o crescimento indispensável a um plano de salvação com possibilidade de vencer. Na melhor das hipóteses, salvará os bancos, evitando a perca de confiança nos seus devedores, isto é, nos Estados. Mas não salvará estes de uma crise de legitimidade, extensível ao projecto europeu.
“Os mercados financeiros substituíram-se à regulamentação política. (...) Infelizmente, tudo isso não relança o crescimento indispensável a um plano de salvação com possibilidade de vencer. Na melhor das hipóteses, salvará os bancos, evitando a perca de confiança nos seus devedores, isto é, nos Estados. Mas não salvará estes de uma crise de legitimidade, extensível ao projecto europeu.
(…) O governo economico coercitivo que os dirigentes europeus põem em marcha, impondo medidas de austeridade que nunca chegarão a pagar os défices, destroem aquilo que resta do Estado-providência”
Une Europe antisocial: L'Union européenne contre la démocratie ? por Gérard Raulet, in Le Monde de hoje

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