E amanhã?...
Abordando o tema da juventude esquecida, Le Monde de ontem publicou um conjunto de artigos, desenvolvendo o tema que encabeça o meu post de hoje (mude ‘Portugal’ por ‘França’...) e uma Editorial intitulada: “Velhos, privilegiados, egoístas”.
Mas a verdade é que Portugal também parece não amar os seus velhos.
Nem os seus cidadãos.
O egoísmo é, em muitos casos, a doença que ataca quem envelhece.
Mas ataca, e de que maneira bem mais assassina!, os privilegiados.
O que está a acontecer é o egoísmo das minorias privilegiadas, que, nas últimas 40 décadas, instalaram e desenvolveram, no mundo, o capitalismo selvagem –a origem da crise brutal e letal que arrasta a maioria dos cidadãos para a miséria e atirou o próprio capitalismo selvagem para a agonia.
O capitalismo selvagem pretende superara crise-agonia, recuperando-se e aos seus privilégios, através da exploração imoral, vergonhosa, impiedosa, dos mais fracos, mais pobres e mais desprotegidos.
Da maioria que é a imensa maioria dos portugueses (90 %?).
Esse capitalismo selvagem é defendido, no nosso país, por um governo anacrónico (não será ele a resolver a crise e a recuperar o Estado Social capaz de proceder às reformas estruturais urgentes), um governo -esperemos!- de vida breve.
Quanto aos jovens, o desamor do mau governo topa-se à légua: o crescimento galopante do seu desemprego, qualificados ou não; o abandono, pelo governo, do ensino; o aumentar assustador da emigração jovem.
Há redução dos quadros de professores; há imposição, aos professores, de horários insuportáveis, com tarefas que nada têm de pedagógicas e são mera burocracia; há degradação e carência de espaços de ensino; há cortes fatais nos dinheiros que lhe são destinados.
Este é o mais forte e claro desamor aos jovens.
E -trágico- a prova do desamor ao país, que sem jovens devidamente formados, sem a defesa de uma juventude Culta e habilitada a construir o futuro... finar-se-á de caquexia, de senilidade, de envelhecimento precoce.
E não haverá Troikas, nem cortes, nem polícia de intervenção que consiga evitar a morte do nosso país.

Concordo é o profundo desamor aos jovens!
ResponderEliminarGrata pela sua indignação.
Beijinho!
Ana, é a indiferença: o olhar dessa gente que nos espolia e mal governa não vai além da própria conta bancária...
ResponderEliminaresta situação já me incomoda há muito tempo!Eu como professora ando doente....de raiva!Como mãe de um jovem a frequentar um mestrado de Engenharia química...com 19 anos...que não deixaram entrar para um outro curso por causa de umas décimas...que se revoltou aquando da entrada na Univ. ...adquiri nestes últimos tempos uma vontade diabólica de mandar lixar o país e viver longe deste país cujo painel político que nos tem governado....há décadas....me agonia tamanho é o mau tratamento que dá aos cidadãos que se esfalfam a trabalhar para lhes garantir as pensões vitalícias que auferem...depois de meia dúzia de meses ou anos de falso trabalho!
ResponderEliminarComo a entendo! E não tenho resposta para si nem nada para a descansar. Nunca julguei que viria a assistir a um desastre destes -mundial.
ResponderEliminarA esta agonia -justa!-do capitalismo financeiro, que nos chupou o sangue e tenta evitar a morte às nossa custa. Ainda.