...Portugal não é para chupar e deitar fora!...O Apocalipse amanhã
por Manuel A. Pina
Desde que me lembro sempre ouvi profetas anunciando, a propósito disto e daquilo, que Portugal corria o risco de desaparecer.
Ouvi Salazar dizê-lo quando a União Indiana ocupou a "Índia Portuguesa" e ouvi-o repeti-lo quando, em 1961, mandou o país para Angola-É-Nossa "rapidamente e em força"; depois ouvi Caetano com cara de caso dizê-lo nas "Conversas em família" da RTP e nas "comunicações ao país" em vésperas de eleições, alertando para o previsível fim se votássemos "mal"; ouvi a mesma profecia em 1974, por causa da descolonização; e Mário Soares repetiu-a, por essas ou outras palavras, no discurso da catástrofe da Fonte Luminosa.
Depois vieram os economistas e, de cada vez que o défice subia um ponto percentual, Portugal iria desaparecer algures no bolso do FMI.
Mais tarde, com a integração europeia, desapareceria digerido pelo grande estômago comunitário.
Na semana passada foi António Barreto: "Portugal está à beira da irrelevância, talvez até do desaparecimento".
Ou muito me engano ou há-de desaparecer Barreto (e mais apocalípticos, como Medina Carreira) e Portugal ainda continuará por aí.
transcrito, com a devida vénia, de Jornal de Notícias, 01/12/09
Boa, Manuel Pina!
ResponderEliminarObrigada, Manuel Poppe, por nos fazer ainda rir, pondo estas justas apreciações...
Ler isto é bom! Faz bem ! Talvez nos salve do tal Apocalipse Now, ou Tomorrow! Quem sabe?...