quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

José Régio, João Villaret e 'Cântico Negro'

...José Régio, num magnífico óleo de Ventura Porfírio...




O blog Sol da Guarda -blog inteligente e independente- decidiu recordar o 40º aniversário da morte de José Régio, que passa no dia 22 deste mês.

Em boa hora!

José Régio é uma das figuras mais importantes da Literatura Portuguesa –e é-o, também, da Literatura Universal.
Provavelmente, é o maior escritor português do Século XX.
Que pouco se fale dele não admira; basta reparar em quem se fala...

O nosso tempo ainda é um tempo que sofre a herança de anos da peste: de anti-cultura. E por várias vias –até as mais inesperadas!- essa incultura se instalou, entre nós. Depois, o nosso é o tempo do espectáculo, do fútil, do descartável. E Régio é de granito.

Creio que tudo mudará; que uma nova geração já se afirmou e outra desponta; que os Mestres voltarão a ser procurados. Não só Régio; também, Raul Brandão, Mário de Sá-Carneiro; Aquilino; Branquinho da Fonseca; Afonso Duarte; Tomaz de Figueiredo; Irene Lisboa..., tão diversos e, por isso, enriquecedores e prova viva da riqueza da nossa Literatura.

Abaixo fica uma estupenda interpretação do Cântico Negro, de Régio, por João Villaret. Saboreiem.


3 comentários:

  1. Caro Manuel

    O Cântico Negro.Pois,tive a ousadia,ou total imbecilidade,de o dizer,numa festa de Natal,na Guiné aquando da tropa.Influênciado pelos Jograis de Lisboa,também tive a pretensão de dizer poesia.
    Fui presenteado com três dias de detenção,como se não estivessemos ali todos detidos,e com este lindo trecho:
    "É um oficial (miliciano,nada de confusões)pouco zeloso,indisciplinado e indisciplinador que se faz acompanhar de Sargentos e até de Praças com quem confraterniza.".
    Devidamente lido à ordem.
    Nunca mais deixei a paixão por José Régio e pela poesia em geral(boa).

    mário

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  2. Obrigado pelos adjectivos que acho não merecer, até porque, como referi foi neste blogue que vi a referência à efeméride. De facto, concordo que nunca se deu o devido valor a Régio cuja poesia é tão bela como a de Pessoa e de Torga. É bem verdade que os tempos são de anti-cultura e coisas efémeras, mas mantenhamos a esperança de que melhores tempos virão. Um abraço e obrigado.

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  3. Admiro Régio, mas não encontro nenhuma referência no blog que indica: sol da guarda.
    Desculpe.

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