Como se faz: juntam-se
o tempo e o modo acabados de colher ainda pedrentos
ainda
latejantes.
Bater as cinzas do
vulcão em castelo. Juntar fermento esmalte
celeste. Amassar
amassar até que areia e mão sejam um só vaso.
Enxugar ao sol do
deserto durante um epiciclo.
E uma pedra por acaso
renasce em carne viva.
Sua artesania
vocálica: língua bifurcada
sílabas roubadas ao
Deus: percutindo os pilares dos dentes.
A coisa e tu: um
instante voraz: labareda perfurando a Terra.
Manuel Silva-Terra in Pastor de Pedras, Editora Licorne, 2014

Deve ser interessante.
ResponderEliminarVou anotar.
Beijinho.
Tenho um pequeno livro de Manuel Silva-Terra, de que gostei muito "o que sobra". Este não conheço, mas gostei do texto/poema que aqui colocou.
ResponderEliminarUm beijinho