É claro que comparar o
nível cultural da França com a do nosso depenado país é absurdo.
Não tanto assim...
Nos anos 40, 50, 60,
por exemplo, afrimavam-se e “sobreviviam”, entre nós, numerosas editoras
-Portugália Editora, Livros do Brasil (com três colecções excelentes: Dois Mundos, Miniatura e Vampiro),
Inquérito, Romano Torres, Europa-América…, por exemplo-, vendiam-se muitos
livros a muitos leitores… Os jornais cultivavam páginas literárias de grande
qualidade… A RTP -única TV- tinha programas culturais de grande qualidade, à
frente dela o melhor Director de Programas que jamais foi igualado: Carlos
Miguel de Araújo…
Em plena ditadura
que assentava em dois pilares: a PIDE e a Censura.
Mas os tempos mudaram
e, hoje, a velocidade e superficialidade, a morte do Espírito, a vulgarização
dos gestos, a pornografia que se quer chamar erotismo e o destrói, a decadência
geral -por toda a parte rebaixaram a Cultura, apagaram os valores, criaram e expandiram um deserto em que se empurram e se usam os neo-analfabetos, gente só,
egoísta e indiferente à paixão.
De grande teatro grego,
o mundo passou a palco-piolho.
***
Aleluia!: chega-me,
através do Le Monde de hoje, uma boa notícia:
Se, nos últimos três
anos, em França, a venda do livro baixou 4%, “o livro continua a ser a primeira
indústria cultural, à frente do cinema e da música”.
O que lêem? De tudo.
Precisam de ler -apesar
do tempo lhes ser roubado, cada vais mais, dia após dia.
***
Em França, certo; mas vale
a pena assinalar que, no ano de 2013, se venderam 356 milhões de livros (número
que inclui livros escolares, mas isso nada diminui, muito pelo contrário).
Apesar da internet, dos
supertelemóveis, etc.

Nenhuma tecnologia, por mais sofisticada que seja, substitui o prazer de ler um bom livro num recanto sossegado, seja em casa, num jardim, à beira-mar...
ResponderEliminarVivam os livros!
Isabel, graças ao Espírito que não funciona nem a carvão nem a energia atómica!
ResponderEliminar