Ela e eu
Amor
Antes
que seu perfil me aparecesse,
Eu
tinha gasto o coração a vê-la…
E
erguendo aos céus as minhas mãos em prece,
O
meu amor foi só reconhecê-la.
Como
graça de Deus que me atendesse,
Sou
seu amor, posso dizer-me de Ela…
Chamar-lhe
minha, assim quem o pudesse,
Na
noite da minh’alma única estrela!
P´ra
meu amor é que Ela ao mundo veio;
E,
assim, outrem amando-a, era parti-la,
Que
alguma coisa de Ela há no meu seio.
Não
será minha? Isso que tem para a Arte?
Estatuário
que eu sou, hei-de esculpi-la;
Dá-la
em beleza é o meu amor em parte.
Afonso Duarte in Rapsódia do Sol-Nado seguida do Ritual do
Amor, Edição “Renascença Portuguesa”, 1916, Porto

Muito lindo!
ResponderEliminarUm beijinho para os dois: duas pessoas especiais!
Muito, muito bonito.
ResponderEliminarParabéns.
Beijinho.:))
Isabel, obrigado, um beijo! Bom fim de semana!
ResponderEliminarAna, um beijo... é muito generosa...
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