Tomaz de Figueiredo, Joaquim Lagoeiro e eu, na Brasileira do Chiado (1969?, talvez a última fotografia de Tomaz de Figueiredo)
“(…) também o romance
de um escritor que, nanja por determinação própria, só porque assim o é, de
cerne, não pertence nem poderá pertencer a qualquer escola (visto que não
aceita escolas), dum escritor frecheiro livre, insolidário com boticas, dum
escritor que não acarneira em linhas gerais, que, se vencer, a ninguém o ficará
devendo (muito pelo contrário), que se cair, a ninguém arrastará (ou pinheiro,
que, solitário, afronta o vento, ou que então o vento desenraíza e vira,
solitário), dum escritor que nem é antigo nem moderno, que se encontrou no
princípio enunciado pelo maior de todos os cérebros portugueses (o Padre
António Vieira), de que o antigo já foi moderno, de que o moderno há-de ser antigo: portanto
que não há nem antigo nem moderno,
que há só o verdadeiro fora do tempo.***”
Tomaz de Figueiredo in CARTA QUE AO JÚRI DO PRÉMIO EÇA DE
QUEIRÓZ ESCREVE TOMAZ DE FIGUEIREDO, Lisboa, 1950, [em 1948, o seu romance A Toca do Lobo fora distinguido com O Prémio
Eça de Queirós], citado parcial e essencialmente no excelente livro de Albertina
Fernandes, Tomaz de Figueiredo Ensaio
Crítico-Biográfico, Calendário de Letras, 2013
*** o sublinhado (chamada de atenção) é da minha responsabilidade
*** o sublinhado (chamada de atenção) é da minha responsabilidade

Muito interessante!
ResponderEliminarJá lá vão uns anitos...
Um beijinho e boa viagem!