Herberto Helder
País de poetas, de
Sancho I e a sua Ribeirinha, até António Nobre, João de Deus, Cesário Verde, deixando
pelo meio, sempre presente, o zarolho, o
grande desconhecido -quem foi, quem amou?-, Camões; andando na paixão com Mário
de Sá-Carneiro e na estrada infinita da alma portuguesa com Afonso Duarte, Fausto José, José
Régio, Florbela Espanca, Manuel da Fonseca, é tempo que o Nobel nos redima!
E faça esquecer a
grande vergonha, que nos rebaixou a todos: ter premiado Estocolmo um romancista medíocre, um superficial, um
arrota-pescadas, o tal Saramago.
Hoje, agora, aqui,
escondido, autêntico, com génio, aí está, aí temos um poeta genial e nosso: Herberto
Helder.
Que ele seja capaz de
recusar o prémio? Ah, sim, é possível. Mas a pátria, finalmente, prova que
existe: em toda a força do sonho que a caracteriza e a imortaliza.

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