terça-feira, 8 de outubro de 2013

O Nobel de Literatura de 2013

Herberto Helder

País de poetas, de Sancho I e a sua Ribeirinha, até António Nobre, João de Deus, Cesário Verde, deixando pelo meio, sempre presente, o zarolho, o grande desconhecido -quem foi, quem amou?-, Camões; andando na paixão com Mário de Sá-Carneiro e na estrada infinita da alma portuguesa com Afonso Duarte, Fausto José, José Régio, Florbela Espanca, Manuel da Fonseca, é tempo que o Nobel nos redima!

E faça esquecer a grande vergonha, que nos rebaixou a todos: ter premiado Estocolmo um romancista medíocre, um superficial, um arrota-pescadas, o tal Saramago.

Hoje, agora, aqui, escondido, autêntico, com génio, aí está, aí temos um poeta genial e nosso: Herberto Helder.


Que ele seja capaz de recusar o prémio? Ah, sim, é possível. Mas a pátria, finalmente, prova que existe: em toda a força do sonho que a caracteriza e a imortaliza.

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