terça-feira, 9 de julho de 2013

Em tempo de prepotência

Obra de Georges Braque


LIVRE

Não há machado que corte
a  raiz ao pensamento.
Cancioneiro Popular

Não há machado que corte
a raiz ao pensamento:
Não há morte para o vento,
não há morte.

Se ao morrer o coração
morresse a luz que lhe é querida,
sem razão seria a vida,
sem razão.

Nada apaga a luz que vive
num amor, num pensamento,
porque é livre como o vento,
porque é livre.

Carlos de Oliveira in Poesias, Portugália Editora, 1962

4 comentários:

  1. Felizmente!
    Uma liberdade em que ninguém pode tocar!

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  2. A prepotência da "tirania em democracia" leva à luta. De facto, as pombas são livres e ninguém nos pode tirar esse voo.
    Sempre atento e acutilante, bravo.
    Beijinho.

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