domingo, 21 de julho de 2013

Dos poetas esquecidos

José Duro


O MEU CORVO

(Antero e Pöe)

Quando o meu corvo, trémulo, doente,
-Como quem sofre as minhas agonias-
Naquela noite veio, amargamente.
Dizer-me, soluçando, que morrias,

Percebi-lhe no olhar as nostalgias
Da noite negra, sem luar, fremente,
Aonde as suas asas luzidias
Tomaram cor misteriosamente…

E à luz medrosa do candeeiro exausto,
Bebendo a minha dor num largo hausto
Mais triste que o soluço das nortadas

Analisei a mágoa de nós dois
Para ver qual sofria mais… depois…
Céus! Desatei, chorando, às gargalhadas!

José Duro in Fel


Quem foi:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Duro

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