OS AMANTES SEM DINHEIRO
Tinham
o rosto aberto a quem passava.
Tinham
legendas e mitos
e
frio no coração.
Tinham
jardins onde a lua passeava
de
mãos dadas com a água
e
um anjo de pedra por irmão.
Tinham
como toda a gente
o
milagre de cada dia
escorrendo
pelos telhados,
e
olhos românticos
onde
ardiam
os
sonhos mais tresmalhados.
Tinham
fome e sede como os bichos,
e
silêncio
à
roda dos seus passos.
Mas
a cada gesto que faziam
um
pássaro nascia dos seus dedos,
e
deslumbrado penetrava nos espaços.
Eugénio de Andrade in Os Amantes Sem Dinheiro, editado no Cancioneiro
Geral, Centro Bibliográfico, Lisboa, 1950***
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esta preciosidade consta do Catálogo Bibliográfico de Livros Seleccionados acabado
de sair e publicado pela mágica Livraria Lumière, Travessa da Cedofeita, nº 64
A, Porto(telefone 222 085 654, telemóvel 967 204 481). Não o deixes escapar!

Sem dúvida uma belíssima obra, em todos os aspectos. Desde magníficos poemas, à beleza da edição.
ResponderEliminarMas já foi vendido.:))
Um beijinho, Manuel! E, obrigada pelas palavras sempre
tão amáveis!
Lindíssimo conjunto: poema e tela!
ResponderEliminarUm beijinho e bom fim-de-semana!
Cláudia, era impossível que não se vendesse! Bom fim de semana e um grande beijo!
ResponderEliminarIsabel, bom fim de semana! Aqui... arde-se! Um beijo!
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