"Pobres", óleo de Cândido Portinari
VEM,
VENTO, VARRE!
Vem,
vento, varre
Sonhos
e mortos.
Vem,
vento, varre
Medos
e culpas.
Quer
seja dia
Quer
seja treva,
Varre
sem pena,
Leva
adiante
Paz
e sossego,
Leva
contigo
Nocturnas
preces,
Presságios
fúnebres,
Pávidos
rostos
Só
cobardia.
Que
fiques apenas
Erecto
e duro
O
tronco estreme
De
raiz funda.
Leva
a doçura,
Se
for preciso;
Ao
canto fundo
Basta
o que basta!
Adolfo Casais Monteiro
in Noite Aberta aos Quatro Ventos, 1943, transladado
para Líricas Portuguesas, 2ª série, por
Cabral do Nascimento, Portugália Editora, 1954

Que o vento varra e leve.
ResponderEliminarBeijinho, Manuel.
Ana, creio que foste a única pessoa -com a Paula Santos- a compreender o significado deste post. Beijos.
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