Todos os dias uma notícia má... e o dia de amanhã será mais outra ameaça..., se nos resignarmos...
“Na luta que actualmente se trava em Portugal entre duas formas de pensar e sentir, de governar e de ser, -um poderoso elemento há com que jogam os nossos antagoniastas: o medo. “O medo é que guarda a vinha” –diz-se.
(…) Inimigo da alma, digo: Porque é o medo que tolhe os impulsos mais generosos, faz desistir até das aspirações mais justas, afoga até o grito mais espontâneo, e, em suma, corrompe e assombra até a mais clara visão da vida.”
José Régio in Recurso ao Medo, texto publicado in Depoimento Contra o Depoimento, Serviços
Centrais da Candidatura de Norton de Matos à Presidência da República, 1949
p.s.
hoje, tantos anos passados, e 40 sobre o 25 de Abril, perante um governo, uma situação
que destroça Portugal e assenta no ultraliberalismo, executado por
incompetentes a empobrecerem, galopantemente, o nosso país, reagimos com medo
da perseguição política, e do pior depois o mau.
Certo,
o nosso país sofre a ignorância dos direitos e deveres cívicos.
Sofre
a emigração de centenas de milhares de portugueses qualificados.
Sobre
o deserto cultural crescente.
E
este governo faz tudo para que isso aumente.
É
sobre tal trágico vazio que o governo pensa poder continuar a governar em paz sempre
mais firme… porque, como o país, a oposição à injustiça também se vai
desfazendo, numa noite do espírito, cada vez mais negra…
José
Régio -simples professor do liceu, funcionário público, no regime salazarista,
que nunca hesitou em atirar para a miséria ou para o calabouço os dissidentes-,
há 63 anos, Régio tinha a admirável coragem de avisar: o medo é inimigo da
alma; é inimigo do espírito; é inimigo da inteligência; é inimigo do amor à
liberdade.
E,
sem liberdade, a sociedade colapsa.

O medo paralisa em todos os sentidos.
ResponderEliminarEstamos a voltar ao tempo do medo, a regredir.
Não devemos deixar que isso aconteça.
Desejo-lhe um bom fim-de-semana