O Mar pela manhã
Deixem-me estar aqui. Que também eu contemple,
Deixem-me estar aqui. Que também eu contemple,
um pouco, a natureza –o mar, nesta manhã,
o céu azul sem nuvens, de um e de outro a luz,
onde se alonga a amarelada praia.
Deixem-me estar aqui. Que eu pense que isto vejo
(não é o que vi um instante, quando aqui parei?).
Tudo isto só –e não, também aqui, visões,
memórias, e os espectros do prazer antigo.
Constantino Cavafy, 90 e Mais Quatro Poemas, Tradução, prefácio e comentários de Jorge de Sena, Editorial Inova, Porto, s.d.

Bom dia Manuel!
ResponderEliminarFiquei aqui, a contemplar cada palavra...quase ouvi o murmurio das ondas...
Abraço
Sónia
Olá, Sónia, fico muito contente por saber que o meu post lhe deu alguma coisa! Boa tarde e desculpe só agora lhe responder, mas fui cedo para Lisboa e voltei há pouco. Um grande abraço!
ResponderEliminarE não se esqueça que tem perto o mar do Norte, caro a Leo Ferré...