Imagem da Capela Sistina, pintura de Miguel Ângelo
Bíblia
Trouxe-me a vida um
destino feliz: viajar e dividir os dias com culturas diversas.
Por exemplo, esta a que
chamam cristã, e a judaica e a islâmica.
Também, parte da
africana.
Hoje, quando vejo, nas
tvs, e leio, nos jornais, aquilo que se diz, é-me impossível não sentir
amargura e impaciência: tanta hipocrisia!
Ao correr da pena: releio, nos livros da especialidade, páginas sobre as perseguições aos judeus,
península ibérica fora –e releio que preocupou os cristãos puros, a Igreja e a Inquisição, afastar os judeus de
certos cargos: ordens militares, magistratura, universidades, etc.
Para lhes aceder,
exigia-se sangue limpo –a conhecida limpeza de sangue:
que nenhum antepassado tivesse sido judeu.
O que levou a milhares de autos-de-fé, que puseram a arder em fogueiras milhares de homens e mulheres e crianças sem... sangue limpo...
Mas, ATENÇÃO!, amigo,
essa exigência criminosa, que um chamado Hitler retomou, há décadas, num país chamado
Alemanha, era extensível aos mouros: aos árabes: aos muçulmanos.
Lei que durou História
fora, pelo visto –e se estendeu a ciganos, homossexuais, diminuídos físicos…
Lei que se arrastou,
com a Inquisição à proa, na nossa Península Ibérica, até ao século XIX.
Lei que se desenterra todos os dias, pronta a servir
para impedir, perseguir e humilhar a imigração, os imigrantes; que serve para
cortar as águas: deste lado, eu, o puro;
do outro lado, eles, os impuros.
Os quais são todos:
judeus, árabes, negros, amarelos, e etc.
Conforme convenha.
Miguel Ângelo, na
Capela Sistina, tentou juntar o homem a Deus: que dessem um aperto de mão.
Quimera?



Quimera, não... Se Deus existir, Ele só pode fazer isso...
ResponderEliminarSuponho que a imagem de Miguel Ângelo quer representar Deus a criar o Homem à sua imagem, conforme a teologia cristã... Um 'aperto de mão' pressupõe uma igualdade de planos que, mesmo que fosse verosímil para MA, ele nunca se atreveria a sugerir naquele contexto e na época em que viveu (suponho)...
ResponderEliminarA teologia cristã é-me indiferente, e não é por ela que vivo. Sim: a pintura supõe uma igualdade de planos: Deus dá um aperto de mão ao Homem porque se terá feito Homem para acompanhar o Homem. Claro que MA se atreveria e atreveu a isso e muito mais. A existir, Deus é o companheiro da rua, o camarada. Bom fim de semana.
ResponderEliminar