Pérola de Orvalho
Não se perde uma
lágrima de amor
Se de uns e outros
olhos vem chorada:
Há-de haver sempre o
colo de uma flor
Aonde caia a pérola
orvalhada.
Sem o sol da manhã não
há sol-pôr;
Ri a pálida luz
anuviada…
Como de um bem se
espera outro maior,
Real coisa será coisa
sonhada.
Tem o imenso Mar os
seus escolhos,
Tem a Alma o sonho, tem
a flor os frutos.
A alma não se reduz a
cinza e pó!
A lágrima sustenta-se
nos olhos.
Pior choro é chorar de
olhos enxutos!
Porém, nunca na vida eu
chorei só.
Afonso Duarte in Ritual
do Amor, Obra Poética, IN/CM, 2008
Muito lindo: a pintura e o poema.
ResponderEliminarBoa noite!