VI ONTEM um bicho Na imundície do pátio Catando comida entre os detritos. Quando achava alguma coisa, Não examinava nem cheirava: Engolia com voracidade. O bicho não era um cão, Não era um gato, Não era um rato. O bicho, meu Deus, era um homem. Manuel Bandeira
1) Foi um bom acordar,o filme é delicioso. 1974 já fica distante mas é tão actual esta curta história de vida;
2)Fez-me lembrar alguém que conheço. A opressividade da paisagem urbana foi tornando-se leve quando todos os dias o poeta abria a janela e tomava o pequeno almoço com o mundo! Um bom pequeno almoço.
3) Pasárgada, um poema belíssimo como só as utopias conseguem. A imaginação, o vazio, a profundidade do conhecimento sobre a natureza humana, o passeio, a solidão, o filho e a nora que não se teve, o amor que se amou platónico e físico. UTOPIA, a cidade dos poetas.
Finalmente,um agradecimento profundo por esta postagem clara, simples, poética, serena na intranquilidade. O mundo voltou ao normal - equilíbrio. Abraço! :)
Nasci em Lisboa. Cresci na Guarda. Vivi em Portugal, Itália, São Tomé e Príncipe, Israel e Marrocos. Escrevi em jornais e revistas. Produzi um programa para a RTP, "O Livro à Procura do Leitor". Publiquei romances, peças de teatro, crónicas, ensaio. Palestrei e conferenciei. Sobretudo, viajei e viajo. No google emcontrará mais...
Gosto muito, deste principlamente...
ResponderEliminarO BICHO
VI ONTEM um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Manuel Bandeira
Absolutamente fantástico
ResponderEliminarBom Dia,
ResponderEliminarVou dividir isto por partes:
1) Foi um bom acordar,o filme é delicioso. 1974 já fica distante mas é tão actual esta curta história de vida;
2)Fez-me lembrar alguém que conheço. A opressividade da paisagem urbana foi tornando-se leve quando todos os dias o poeta abria a janela e tomava o pequeno almoço com o mundo! Um bom pequeno almoço.
3) Pasárgada, um poema belíssimo como só as utopias conseguem. A imaginação, o vazio, a profundidade do conhecimento sobre a natureza humana, o passeio, a solidão, o filho e a nora que não se teve, o amor que se amou platónico e físico. UTOPIA, a cidade dos poetas.
Finalmente,um agradecimento profundo por esta postagem clara, simples, poética, serena na intranquilidade.
O mundo voltou ao normal - equilíbrio.
Abraço! :)
Mané, María, Ana: tão bom ler Manuel Bandeira! Tem muito de António Nobre, imagem! A intimidade, a sinceridade, o risco.
ResponderEliminarMaravilhoso!
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