terça-feira, 5 de julho de 2011

Manuel Bandeira: evocação

5 comentários:

  1. Gosto muito, deste principlamente...
    O BICHO

    VI ONTEM um bicho
    Na imundície do pátio
    Catando comida entre os detritos.
    Quando achava alguma coisa,
    Não examinava nem cheirava:
    Engolia com voracidade.
    O bicho não era um cão,
    Não era um gato,
    Não era um rato.
    O bicho, meu Deus, era um homem.
    Manuel Bandeira

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  2. Bom Dia,
    Vou dividir isto por partes:

    1) Foi um bom acordar,o filme é delicioso. 1974 já fica distante mas é tão actual esta curta história de vida;

    2)Fez-me lembrar alguém que conheço. A opressividade da paisagem urbana foi tornando-se leve quando todos os dias o poeta abria a janela e tomava o pequeno almoço com o mundo! Um bom pequeno almoço.

    3) Pasárgada, um poema belíssimo como só as utopias conseguem. A imaginação, o vazio, a profundidade do conhecimento sobre a natureza humana, o passeio, a solidão, o filho e a nora que não se teve, o amor que se amou platónico e físico. UTOPIA, a cidade dos poetas.

    Finalmente,um agradecimento profundo por esta postagem clara, simples, poética, serena na intranquilidade.
    O mundo voltou ao normal - equilíbrio.
    Abraço! :)

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  3. Mané, María, Ana: tão bom ler Manuel Bandeira! Tem muito de António Nobre, imagem! A intimidade, a sinceridade, o risco.

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