quarta-feira, 15 de junho de 2011

Apostila aos 66 anos

Pobre Cristo, que teve o azar de ser judeu






O racismo começa no patamar: no ódio ao vizinho.






O racismo começa no cão do outro: nem tenho cão ou o meu é diferente do dele.



O racismo começa na cor: eu sou branco, ele é preto. Ou amarelo. Ou monhé (indiano).




O racismo começa no medo de eu não ser capaz de ser mais forte do que sou.




De ser SÓ eu.




Sozinho.




Por isso, bato na mulher, nos filhos e só não bato no chefe porque TENHO MEDO de perder o emprego.




Antijudeu: sempre.






Antipreto: sempre.



Antiárabe: sempre.




Antimonhé: sempre.




Anti?: presente!




É o medo de mim.




Passam 63 anos sobre a libertação dos prisioneiros dos campos de concentração alemães, do nazismo assumido e vivido e seguido e respeitado pelo povo alemão.




Tinham medo de ser SÓ ALEMÃES.




E cantavam: “Deutscland über alls”.




“A Alemanha acima de todos”.




Não era bonito... mas matava... o outro.




Hoje, depois do escândalo do assassínio de 6 milhões de judeus nos campos de concentração dos alemães, do nazismo, depois do remorso de nada terem feito para o evitar (os aliados sabiam disso, desde 1942),




voltou o antisemitismo,






voltou a regra de vida do homem que envergonha o lobo: o ódio ao outro.



No caso, o judeu.




Pobre Cristo, que era judeu.






Mas odeiam tudo o que seja diferente: judeu, preto, amarelo, monhé (indiano), gay, lésbica...



...na miséria da incapacidade de amarem.




De serem.






Livres.



Eles.

2 comentários:

  1. ´´E uma tristeza!
    A Historia devia servir para nao se cometerem os mesmos erros...

    Bem-haja pelo aviso. :)

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  2. Mas não é, Ana... A alterofobia é uma terrível realidade... Pobre Jesus, calhou-lhe ser judeu...

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