Pobre Cristo, que teve o azar de ser judeuO racismo começa no patamar: no ódio ao vizinho.
O racismo começa no cão do outro: nem tenho cão ou o meu é diferente do dele.
O racismo começa na cor: eu sou branco, ele é preto. Ou amarelo. Ou monhé (indiano).
O racismo começa no medo de eu não ser capaz de ser mais forte do que sou.
De ser SÓ eu.
Sozinho.
Por isso, bato na mulher, nos filhos e só não bato no chefe porque TENHO MEDO de perder o emprego.
Antijudeu: sempre.
Antipreto: sempre.
Antiárabe: sempre.
Antimonhé: sempre.
Anti?: presente!
É o medo de mim.
Passam 63 anos sobre a libertação dos prisioneiros dos campos de concentração alemães, do nazismo assumido e vivido e seguido e respeitado pelo povo alemão.
Tinham medo de ser SÓ ALEMÃES.
E cantavam: “Deutscland über alls”.
“A Alemanha acima de todos”.
Não era bonito... mas matava... o outro.
Hoje, depois do escândalo do assassínio de 6 milhões de judeus nos campos de concentração dos alemães, do nazismo, depois do remorso de nada terem feito para o evitar (os aliados sabiam disso, desde 1942),
voltou o antisemitismo,
voltou a regra de vida do homem que envergonha o lobo: o ódio ao outro.
No caso, o judeu.
Pobre Cristo, que era judeu.
Mas odeiam tudo o que seja diferente: judeu, preto, amarelo, monhé (indiano), gay, lésbica...
...na miséria da incapacidade de amarem.
De serem.
Livres.
Eles.
´´E uma tristeza!
ResponderEliminarA Historia devia servir para nao se cometerem os mesmos erros...
Bem-haja pelo aviso. :)
Mas não é, Ana... A alterofobia é uma terrível realidade... Pobre Jesus, calhou-lhe ser judeu...
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