O intelectual à procura da estrada para o sucesso e para a libra...
Em Novembro de 1938, saiu mais um exemplar da fabulosa presença, que reúne os números 53-53;
dele consta, assinado por José Régio,
o longo e polémico artigo Página
Indiscreta, “Sagesse” do Chiado ou as Luzes da Cidade.
77 anos depois, o texto, escrito com ácido sulfúrico,
parece-me tristemente actual; aqui vos deixo estas passagens em que o poeta denuncia
os literatos, cabeças do mundo literato, roubando-lhes a voz e os pensamentos e
expondo-os, em tudo aquilo que têm de ridículo e idiota:
“Não se pode crer, é
facto, que Victor Hugo ou Baudelaire, Milton ou Dante, Kant ou Schopenhauer, Dickens
ou Tolstoi, fossem nulidades completas. Mas viveram noutro tempo! Além de que
não frequentaram o Chiado.
(…)E deixemo-nos de
hipocrisias, caramba! O que mais importa a quem, de qualquer modo, se apresenta
a público, não é ser do seu tempo, conhecido pelos seus contemporâneos, integrado
na sua época, recompensado em vivo?”
Assim falavam os zaratustras
da época -1938; assim falam os zaratustras
de hoje, que por aí andam, a trocar favores -io do una cosa a te tu dai una cosa a me-, cuidando bem ser desta
pobre época e satisfazer os gostos da massificada multidão vigente.

Têm que haver homens diferentes dos que aqui estão em retrato. Ou pode ser que nasçam este ano:) o que é azar, vão levar tempo a crescer e entretanto a gente morre e isso.
ResponderEliminarÉ verdade, Be!Bom ano!
ResponderEliminarÉ verdade, Be!Bom ano!
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