sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

A vida, deslumbrante fonte de todas as coisas



Scipio Slataper (1888-1915)


“…os discursos sobre arte e literatura aborrecem-me. Sou um pouco estranho a esse mundo. Isso custa-me, mas não sei vencer-me. Amo falar com a gente comum e interessar-me por aquilo que os preocupa. Talvez a minha vida se transforme na procura vã de humanidade, mas filosofia e arte não me satisfazem nem me apaixonam suficientemente. A vida é mais ampla e mais rica. Tenho vontade de conhecer outras terras e outros homens. Porque não sou superior aos outros, e a literatura é um árduo e cruel e ofício.”


Scipio Slataper in Il Mio Carso, Editori Riuniti, 1982, Roma (1ª edição, La Voce, 1912, com dedicatória a Anna Pulitzer, amiga/paixão, que se suicidara em 1910).


   

1 comentário:

  1. Há vidas curtas que duram séculos e outras que inúteis se alongam por dentro do esquecimento e da morte.

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