“(…)
Chegou a noite, e
lagos, mares, rios,
Adormecem na bruma do
luar.
Violinos irreais dão,
no ar, calafrios,
E as portas abrem-se
sem se lhes tocar.
E agora chegais vós,
meus mortos!, e em surdina
Me falais… meu Miguel!
Aninhas, minha irmã!
Velhas criadas que eu
amei…, e tu, minha menina,
Meu botãozinho
decepado ante-manhã!***
(…).”
José Régio in MAS DEUS
É GRANDE, Chegou a noite, Editorial
INQUÉRITO, 1945, Lisboa
***Refere o poeta a filha que lhe morreu com poucos
meses
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