Franzina, é como um choupo à luz
da Lua;
É a noite escura o seu olhar de
mágoa.
Uma ogiva os seus barcos quando
amua,
Modelo foi dos cantarinhos de
água.
Dizem os seus seios que a farão
mãezinha:
Oh, que linda menina casadoira!
São os seios da virgem
donzelinha,
Dois novelos saltando à dobadoira.
Seus lábios, duas pétalas de
rosa;
Abrem as rosas como a boca enlaça…
Em beijo a boca é uma flor ciosa.
Num lago a Lua: o seu andar
embala;
São suas mãos às que eu imploro a
graça,
Seu corpo esguio, uma ânfora com
fala.
Afonso Duarte in Alma Gentil, Antologia de Amor Portuguesa,
Organizado por José Régio e Alberto de Serpa, Portugália Editora, 1957

Sem comentários:
Enviar um comentário