Óleo de William Turner
Ao arrumar a nossa biblioteca, eis a minha companheira a esbarrar com um livro raro e por nós já esquecido:
Tragédia Do Sol Posto.
É a
primeira edição e tem 91 anos…
E a seguinte dedicatória: “Ao seu belo amigo Sebastião Centeno Fragoso, formoso e esclarecido
espírito –of,ce Afonso Duarte, Coimbra, 28 de Abril de 1914.”
Da obrinha
retirei este soneto:
ORLA
MARÍTIMA
Onda
do mar na barra… Enorme vaga
De
Terra e Céu vejo o horizonte raso…
As
minhas mãos, em concha, o mar afaga…
E
em flor ao peito, ponho o Sol do Ocaso.
Já
a Saudade, aos ermos céus de mágoa,
Cai
sobre mim a tarde ao abandono.
E
naufrago, chorando à beira d’água,
Mau
coração é um casal no Outono.
Noite
caindo a um rumor de aldravas…
Crio
meus versos quando o fim da Tarde
Dá
espasmos de volúpia às rosas bravas;
Ou
há gritos de espumas em cachopo
Quando
o Sol cai ao mar… e lívido arde
Á
lua-cheia, ermo perfil de choupo.
in Afonso Duarte, Tragédia do Sol Posto, Coimbra, F. França Amado, Editor, 1914

Muito bonito.:))
ResponderEliminarBeijinho.
Uma preciosidade! Mas o Manuel tem muitas preciosidades dessas!
ResponderEliminarLindo, o poema:)
Desejo-lhe um bom domingo:)
hummm...não gosto muito do poema.
ResponderEliminarAmigas, com atraso, agradeço os vossos comentários.
ResponderEliminarAmigas, com atraso, agradeço os vossos comentários.
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