domingo, 29 de novembro de 2015

Ansiando por um verdadeiro novo ano...

Júlio Dinis 


Diante dos dias que aí vêm, neste país feito de gente boa e generosa, há oitocentos anos martirizado, violado, a pensar em nós todos que ainda cá estamos e precisamos da esperança como um abandonado no deserto anseia por água -confio-vos duas linhas de um grande e lúcido escritor, esquecido, desvalorizado, desentendido:

“Mas há em nós sempre um fundo de esperança que nos não deixa acreditar no mal senão quando nos achamos face a face com ele.”

Depois de quatro anos de injustiça esperemos o bem que andou fechado a sete chaves.

Júlio Dinis in Carta para Rita de Cassia Pinto Coelho, datada de 31 de Maio de 1863

  

3 comentários:

  1. Estimado Manuel, como estava certo Júlio Dinis.
    Tenhamos esperança...
    É como diz, Júlio Dinis está está bastante esquecido!
    Um beijinho.:))

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  2. Cláudia: infelizmente à uma característica dos novo literatos: enterrar e desconhecer a Literatura portuguesa.

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  3. Cláudia: infelizmente à uma característica dos novo literatos: enterrar e desconhecer a Literatura portuguesa.

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