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José de Almada Negreiros, nascido em São Tomé e Príncipe, na freguesia da Trindade, no dia 7 de Abril de 1893, se fosse vivo –morreu, em Lisboa, no dia 15 de Junho de 1970- completaria, ontem, 120 anos. Com 24 horas de atraso, aqui o recordo
José de Almada Negreiros
DE
1 A 65
“N’adhérez
jamais
GEORGES BRACQUE
Nasci d’asas
Com asas
Cortaram-me as guias
De pé no chão
Vieram os filhos
Cortaram-me os pés
Cresceram as asas
Sei só voar
Sem pé em terra
Sem pé no ar
Tenho pé no ar
Filho d’asas
Sabe voar
José de Almada
Negreiros, publicado em 3/01/1959 no Suplemento Diálogo do “Diário Ilustrado”,
in Poesia, 4º volume de Obras Completas, Editorial Estampa, 1971, Lisboa
J. de A. N., estudo
E como Almada Negreiros voou alto...
ResponderEliminarNunca é tarde para homenagear um nome como o dele!
Um beijinho.:))
Cláudia, há um romance dele -o único que escreveu- "Judite Nome de Guerra", que é, certamente, um dos melhores do nosso português século XX. Era um homem desconcertante, "jongleur", interessantíssimo. Admiro-o.
ResponderEliminarGostei do poema e da pintura!
ResponderEliminarUma boa semana!
Isabel, chego atrasado para lhe dizer OBRIGADO! Um beijo.
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