domingo, 28 de abril de 2013

Da imbecilidade comandante -II






Obviamente, perder-se a cultura e a língua francesas não significa apenas perder o fio à nossa Cultura: representa muito mais.

Abandona-se uma Cultura-Mãe da mudança política europeia e do ocaso do absolutismo: toda a herança da Revolução Francesa (1889), por sua vez, nascida em pleno chamado Iluminismo -Século das Luzes-, centro em Paris, que varreu os dogmas castradores, partos medievais, cozidos a lume ardente pela Igreja romana, secular, interessada e voluntariamente defensora do analfabetismo.

Depois, abrem-se as portas à Incultura, que o gesto de limpar o francês dos programas escolares ilustra, e pôs-se em andamento o PAC:
o criminoso Processo de Analfabetização em Curso cujas raízes foram plantadas há mais de vinte anos.

E eis o pobre lusitano obrigado a ouvir uma língua estropiada, na rádio, nas Tvs e a decifrá-la nos jornais.

Ouvir um comentador de jogos de futebol é vender a alma à Ignorância linguística; ouvir notícias, idem; seguir reportagens e comentários televisivos, idem.

1 comentário:

  1. Manuel,
    Concordo que as Luzes tiveram o seu centro em Paris mas Londres contribuiu igualmente com os seus mentores.
    O racionalismo inglês foi uma ajuda. Claro, que não estou a defender uma língua em detrimento da outra. Aliás, no meu tempo de escola o francês era a primeira língua, depois vinha o inglês e mais tarde no Secundário podia juntar-se o alemão, ou o latim e o grego. Estes dois últimos tenho muiiitaaa pena de não ter aprendido.
    Desculpe estar tão opinativa. Mas o interesse da sua interpelação fez este efeito.

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