Obviamente, perder-se a
cultura e a língua francesas não significa apenas perder o fio à nossa Cultura:
representa muito mais.
Abandona-se uma
Cultura-Mãe da mudança política europeia e do ocaso do absolutismo: toda a
herança da Revolução Francesa (1889), por sua vez, nascida em pleno chamado
Iluminismo -Século das Luzes-, centro em Paris, que varreu os dogmas
castradores, partos medievais, cozidos a lume ardente pela Igreja romana,
secular, interessada e voluntariamente defensora do analfabetismo.
Depois, abrem-se as
portas à Incultura, que o gesto de limpar o francês dos programas escolares
ilustra, e pôs-se em andamento o PAC:
o criminoso Processo de
Analfabetização em Curso cujas raízes foram plantadas há mais de vinte anos.
E eis o pobre lusitano
obrigado a ouvir uma língua estropiada, na rádio, nas Tvs e a decifrá-la nos
jornais.
Ouvir um comentador de
jogos de futebol é vender a alma à Ignorância linguística; ouvir notícias,
idem; seguir reportagens e comentários televisivos, idem.



Manuel,
ResponderEliminarConcordo que as Luzes tiveram o seu centro em Paris mas Londres contribuiu igualmente com os seus mentores.
O racionalismo inglês foi uma ajuda. Claro, que não estou a defender uma língua em detrimento da outra. Aliás, no meu tempo de escola o francês era a primeira língua, depois vinha o inglês e mais tarde no Secundário podia juntar-se o alemão, ou o latim e o grego. Estes dois últimos tenho muiiitaaa pena de não ter aprendido.
Desculpe estar tão opinativa. Mas o interesse da sua interpelação fez este efeito.