segunda-feira, 8 de abril de 2013

José de Almada Negreiros, nascido em São Tomé e Príncipe, na freguesia da Trindade, no dia 7 de Abril de 1893, se fosse vivo –morreu, em Lisboa, no dia 15 de Junho de 1970- completaria, ontem, 120 anos. Com 24 horas de atraso, aqui o recordo

José de Almada Negreiros


DE 1 A 65

“N’adhérez jamais

GEORGES BRACQUE

Nasci d’asas
Com asas
Cortaram-me as guias
De pé no chão
Vieram os filhos
Cortaram-me os pés
Cresceram as asas
Sei só voar
Sem pé em terra
Sem pé no ar
Tenho pé no ar
Filho d’asas
Sabe voar

José de Almada Negreiros, publicado em 3/01/1959 no Suplemento Diálogo do “Diário Ilustrado”, in Poesia, 4º volume de Obras Completas, Editorial Estampa, 1971, Lisboa 

J. de A. N., estudo

4 comentários:

  1. E como Almada Negreiros voou alto...

    Nunca é tarde para homenagear um nome como o dele!

    Um beijinho.:))

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  2. Cláudia, há um romance dele -o único que escreveu- "Judite Nome de Guerra", que é, certamente, um dos melhores do nosso português século XX. Era um homem desconcertante, "jongleur", interessantíssimo. Admiro-o.

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  3. Gostei do poema e da pintura!
    Uma boa semana!

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  4. Isabel, chego atrasado para lhe dizer OBRIGADO! Um beijo.

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