"Primavera", óleo de José Malhoa
Esmolas
Todos
os dias, de manhã, passando
Na
sua rua, a encontro já erguida,
Sem
estender a mão, mas esmolando,
No
xalinho sem cor quase sumida.
Tem
dez…, quinze…, vinte anos?
Seu
corpito parou… ficou assim.
Mas
nos seus olhos, que cresceram, cabe
Todo
o oceano azul dos céus sem fim.
“-Deus
lhe pague!” –diz-me ela, em paga dessa
Envergonhada
esmola que lhe dou.
E
o seu olhar, que nada há que meça,
Já
me pagou! Já me pagou…
in 16 Poemas Dos Não Incluídos em COLHEITA DA TARDE, breve antologia organizada por Alberto
de Serpa, Tipografia Camões da Póvoa do Varzim, 1971, tiragem limitada de 250 exemplares
(este poema foi publicado em “pastinhas de quintanistas” de Coimbra, 1943)

Não conhecia este poema, Manuel.
ResponderEliminarObrigada pela partilha, gostei muito.
Beijo
Sónia
Lindo o poema e a pintura de José Malhoa.
ResponderEliminarADOREI o novo visual do blogue!
Um beijinho grande e bom fim-de-semana!
Manuel,
ResponderEliminarGostei muito do poema, do Malhoa e do seu novo visual.
Tudo uma beleza!
beijinho. :)
Sónia, andou por aqui uma grande confusão com a lista de blogues que sigo e apenas hoje consegui recuperar o seu link. Ainda bem que gostou do Régio e do Malhoa. Bom fim de semana e um beijo.
ResponderEliminarIsabel, obrigado! Esta foto foi tirada em Londres, no meu cafá preferido, em Chelsea. Bom fim de semana querida amiga!
ResponderEliminarAna, fico contente. Essa fotografia foi tirada em Londres, no meu café preferido, em Fulham, a 100 metros de Chelsea. Bom fim de semana!
ResponderEliminarp.s. fica combinada a palestra-conversa em Coimbra.