segunda-feira, 18 de março de 2013

Os sinais do fogo purificador





"Os quatro cavaleiros da Apocalipse", 1498, desenho sobre madeira de Albert Dürer

O que acontece em Chipre, e, disfarçadamente, já começou a acontecer por outros lados, é sinal de guerra incontrolável.

O que se passa em Chipre: às cegas e com a ganância de agarrar o dinheiro, congelam-se e assaltam-se contas de inocentes. Atingem-se pequenas, insignificantes poupanças que, apesar de irrelevantes, são essenciais para a classe média alta e baixa e para os que nem à classe média pertencem.

Corta-se, saca-se, rouba-se, a torto e a direito.

De cabeça perdida.

É o capitalismo financeiro está á arder e entrou em pânico.

Perdeu a vergonha e os escrúpulos, se alguma vez os teve, que a moral, essa desconheceu-a sempre.

O capitalismo financeiro tem medo.

Está aterrorizado: por mais que esfole, não consegue recompor-se nem relançar o sistema que o alimentou e engordou durante as últimas décadas –e agora, falha.

Faliu.

Os cavaleiros do Apocalipse –as terríveis figuras do Novo Testamento- galopam na sua direcção.

E eles -os agiotas do capitalismo financeiro- sabem-no.

Reconhecem os quatro cavaleiros do Apocalipse, e ao que vêm.

Isso aterroriza-os, gela-os –e, em pleno estertor da agonia, os usurários espadeiram, assassinam, rasgam.

Vingam-se nos fracos, nos indefesos, suas vítimas, da morte que se aproxima pronta a ceifá-los.

3 comentários:

  1. Não me espanta que em breve façam o mesmo por cá.
    Já falaram várias vezes em aplicar uma taxa por cada transacção bancária... quando menos esperarmos...

    Está mesmo a bater no fundo...

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  2. É uma vergonha o que se está a passar.
    Cobardia de quem sabe que leva tudo, porque os que roubam não têm armas para se defender. É roubo descarado!
    Revolta-nos!

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