Meu avô, que combateu na guerra de 14 nas cavalarias, –de 1914 a 1918, para quem não saiba-, e que, por acaso (e certamente não por isso), foi um dos conspiradores do 5 de Outubro, dizia-me:
-Calar
os alemães, é simples: basta aprisionar o tenente, sem chefe, não funcionam.”
Hoje, os alemães funcionaram de acordo com o selecionador
deles: um jogo sempre o mesmo, de geometria adivinhável, apenas com a
insistência dos panzeres, quero dizer, dos tanques, e, consequentemente, a falta
de imaginação das mulas.
E a nossa seleção
recebeu a seguinte ordem de um medíocre, o Bento:
-O
que é preciso é não perder!
À partida, já os tinha
castrado, o tal Bento:
-Nada de aventuras, nada de riscos!
Aí, eu vi a camionete
do Paços de Ferreira a jogar com o Benfica…, ou o Porto…, ou outro assim, dos
grandes…
Todos a molhe, para parecerem muitos, e que a bola não passe.
Lá aconteceu um ou outro
contra-ataque, porque um homem não é de pau –e até podia ter acontecido um
golo, porque os alemães andavam como o tenente deles mandara:
-Avança!, já viste?, eles
são tolinhos!
Podia ter sido, mas não
foi.
Calhou o contrário: os
alemães encontraram o buraco.
Depois, a rapaziada
deve ter mandado às malvas o Bento e dominou o jogo, encurralou os alemães e transferiu
a vesguice do seleccionador para os adversários…
E o que se viu foi os
alemães à nora.
Mais de uma vez, os
portugueses poderiam ter empatado… o triste sonho do Bento…
Eis o português obrigado
a apresentar-se como um acagaçado.
Obviamente, obrigado a
perder.
Obviamente algemado por
incapazes… incapazes acagaçados com a ideia de perderam o tacho.
E, agora, ou a malta
mete o Bento na ordem (não vale a pena mandá-lo ao oculista, é tarde de mais),
ou o último lugar é certinho.
P.S. Já vi que o Fernando Gomes, presidente da Federação de Futebol cá do sítio, disse que somos tão bons como os alemães e que o Pauleta fez o mesmo, deu uma ajuda... Isso lembra-me o Artur Agostinho, há 50 anos, quando perdíamos sistematicamente e dizia que, apesar disso, fora "uma vitória moral"... Nós não precisamos de mentiras; até é verdade: somos capazes de ganhar aos alemães e outros -mas precisamos é de dirigentes competentes.
P.S. Já vi que o Fernando Gomes, presidente da Federação de Futebol cá do sítio, disse que somos tão bons como os alemães e que o Pauleta fez o mesmo, deu uma ajuda... Isso lembra-me o Artur Agostinho, há 50 anos, quando perdíamos sistematicamente e dizia que, apesar disso, fora "uma vitória moral"... Nós não precisamos de mentiras; até é verdade: somos capazes de ganhar aos alemães e outros -mas precisamos é de dirigentes competentes.

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