segunda-feira, 30 de maio de 2011

O direito à greve




"A greve nos transportes atingiu 95%"


dos jornais


Neste momento, a greve pode parecer infeliz: estamos sem cheta, sem dinheiro.


Mas quem vê que os milhões são só para alguns e se vê à rasca para chegar ao fim do mês, tem toda a razão de protestar.


E o direito à greve, AINDA constitucional, é quase só o que resta aos trabalhadores.


Aos humilhados e ofendidos.


E roubados.


Que somos, 99% dos portugueses.

2 comentários:

  1. Olá Manuel,

    Na realidade não são 99% dos portugueses.

    Manuel, está a referir-se a quem, quando fala em humilhados e ofendidos? Ao sector dos transportes? Que são aqueles que têm menos com que se queixar?
    Ou aos desgraçados que não têm carro e dependem dos mesmos para irem trabalhar em trabalhos miseráveis, que acordam ainda de noite, com filhos, à chuva e ao calor, e que as suas vidas são um inferno cada vez que existe uma greve dos transportes.Porque as entidades patronais estão-se nas tintas para a greve, já que esses,não têm de acordar de noite e vão de rabo tremido para o trabalho, de preferência, quando as longas filas já estiverem terminadas.

    Também podemos estar em desacordo nalgumas ídeias Manuel. Neste post eu discordo, mas sempre com um principio, o respeito pelas diferentes opiniões.

    Não o desrespeito pelo que escreve, apenas discordo.

    Um abraço Blue

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  2. Compreendo. Nesta situação trágica, os interesses chocam-se e as injustiças aumentam. Ainda bem que discorda de mim. O diálogo é isso: confrontação de ideias e esclarecimento. Esclareceu-me em pontos que conheço mal. Um abraço grande. Manuel Poppe.

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