terça-feira, 3 de maio de 2011

O primeiro libertador

'Prometeu', óleo do flamengo Jan Cossiers, séc. XVI



“Zeus governou o mundo, como um tirano, durante trezentos séculos. (...) os homens, ignorantes e débeis, não pareciam perigosos. No entanto, Zeus não se fiava. Adivinhava, neles, um desejo de independência e um espírito criador, que o inquietavam. Esforçou-se por os manter pobres e imbecilizados e recusou-lhes o uso do fogo e o conhecimento de todos os ofícios.



(...) Mas os homens tinham um amigo: o titã Prometeu a quem chamavam Filantropo. (...) Prometeu, desafiando a cólera de Zeus, roubou uma centelha do fogo celeste (...) e escondeu-a na haste de uma flor e o seu brilho arrebatou os homens. Ensinou-lhes os ofícios de que o fogo é o instrumento, e as artes de que é o princípio e o símbolo...”



André Bonnard, in Les Dieux de la Grèce, Éditions de L’Aire

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