terça-feira, 10 de maio de 2011

José Régio: a expressão exacta e multiplicadora



“Sonho:


Uma arte em que as palavras fossem as rigorosamente justas, próprias, adequadas, -e ao mesmo tempo inesperadas e sugestivas. Uma combinação imprevista de palavras vulgares. O rigor científico, a precisão ascética, -e o indefinido e rico da música. A simplicidade que nada sacrifica da densidade, da subtileza... e do perigo.”


in Páginas de Diário Íntimo, Imprensa Nacional-Casa da Moeda

5 comentários:

  1. Manuel Poppe,
    Vou ter que arranjar o "Diário Íntimo", pois, gostei muito do excerto, mas será o sonho tudo isto?
    Abraço!

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  2. Não, Ana. Régio fala de um estilo que ele sonhava conquistar.

    O "Diário" é muitíssimo interessante, como tudo o que ele escreveu.

    Os ensaios dele são magistrais.

    Já leu?

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  3. Manuel Poppe,
    Dele li:
    "Poemas de Deus e do Diabo"; "o poema à mãe" e "A Salvação do Mundo".
    Lamentavelmente foi só o que li. Quando visitei a sua casa, em Portalegre, já tinha lido o que registei mas, julgo que tenho que regressar a este escritor. Pensei isto em Portalegre mas ainda não cumpri.
    Bom dia!

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  4. Esqueci-me de perguntar, porque é que escolheu estudar José Régio?

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  5. É uma grande falta ter lido, de José Régio, apenas os títulos que enuncia -ele é o Grande poeta do nosso século XX e um dos maiores da nossa Literatura.

    Mas ainda vai a tempo.

    A feira literata há muito que enterrou Régio... mas o que vale a Feira Literata e os disparates de um momento tão pobre?

    Ainda vai a tempo...

    Interessei-me por Régio pelas razões acima.

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