“Yeobright
amava o seu próximo. Estava convencido de que à maior parte dos homens faltava
um saber capaz de colocar a sabedoria à frente da prosperidade material. Desejava
criar uma sociedade dependente dos indivíduos, em vez de uma sociedade de que
os indivíduos dependessem.”
Thomas Hardy in The return of the native, 1878
*****
*****
Passou mais de um
século, é certo, mas os cancros da industrialização inglesa, denunciados
magistralmente por Charles Dickens, reaparecem, hoje, desenhados de outro modo mais requintado e hipócrita.
O nosso tempo, hoje,
agora e aqui, é a actualização da escravatura social daquele momento.
E mata, ou melhor,
transforma o homem em morto-vivo.

Tem razão. Mas é o que temos. Pode ser uma luta perdida. Mas cabe-nos lutar contra. Vou ali buscar uma arma que seja leve e não magoe. Que faça pensar. Por exemplo.
ResponderEliminarManuel,
ResponderEliminarGosto de Thomas Hardy. Este trecho vale ouro.
Beijinho.:))
"Longe da Multidão" é o único livro que tenho de Thomas Hardy. Creio que não há mais em português.
ResponderEliminarÉ verdade...como será o futuro?...
Um beijinho e desejo-lhe um bom fim-de-semana:)
Ana, de facto, Hardy é um Mestre. Não surpreende, a narrativa ficcionista é da melhor do mundo. Já o dizia Gide, já o dizia Gaspar Simões...
ResponderEliminarIsabel, o futuro? Quem o sabe ou pode adivinhar? Vamos assistir a uma grande mudança que envolvera´choques brutais. O capitalismo financeiro entrou na agonia, tenta salvar-se e provocará populismo, extrema direita; depois, uma luta dura para recuperarmos a dignidade humana. Bom domingo e um beijo!
ResponderEliminar