quinta-feira, 21 de maio de 2015

Antevisão da actual escravatura



“Yeobright amava o seu próximo. Estava convencido de que à maior parte dos homens faltava um saber capaz de colocar a sabedoria à frente da prosperidade material. Desejava criar uma sociedade dependente dos indivíduos, em vez de uma sociedade de que os indivíduos dependessem.”


Thomas Hardy in The return of the native, 1878


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 Passou mais de um século, é certo, mas os cancros da industrialização inglesa, denunciados magistralmente por Charles Dickens, reaparecem, hoje, desenhados de outro modo mais requintado e hipócrita.

O nosso tempo, hoje, agora e aqui, é a actualização da escravatura social daquele momento.

E mata, ou melhor, transforma o homem em morto-vivo.   


5 comentários:

  1. Tem razão. Mas é o que temos. Pode ser uma luta perdida. Mas cabe-nos lutar contra. Vou ali buscar uma arma que seja leve e não magoe. Que faça pensar. Por exemplo.

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  2. Manuel,
    Gosto de Thomas Hardy. Este trecho vale ouro.
    Beijinho.:))

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  3. "Longe da Multidão" é o único livro que tenho de Thomas Hardy. Creio que não há mais em português.

    É verdade...como será o futuro?...

    Um beijinho e desejo-lhe um bom fim-de-semana:)

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  4. Ana, de facto, Hardy é um Mestre. Não surpreende, a narrativa ficcionista é da melhor do mundo. Já o dizia Gide, já o dizia Gaspar Simões...

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  5. Isabel, o futuro? Quem o sabe ou pode adivinhar? Vamos assistir a uma grande mudança que envolvera´choques brutais. O capitalismo financeiro entrou na agonia, tenta salvar-se e provocará populismo, extrema direita; depois, uma luta dura para recuperarmos a dignidade humana. Bom domingo e um beijo!

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