O mito de Sísifo
Ao fim da tarde, estas
palavras de Herberto Helder, que, em terra de “almas pasmadas” tenho por hino à
coragem e à recusa da morte em vida:
“(…)
o dramático esforço de Orfeu, que desce aos infernos para reunir a sua
dispersão na unidade final do canto, é tarefa para cada um –e isso nos baste,
mesmo que não sirva para nada, além de servir para provisória salvação de quem
nela se empenhe. O mito de Sísifo, de que fala Camus.”
in Poemas de Edmundo de Bettencourt (Relance Sobre a Poesia de Edmundo de Bettencourt), Assírio &
Alvim, Lisboa, 1999

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