domingo, 10 de maio de 2015

Pasmados é que não!

O mito de Sísifo

Ao fim da tarde, estas palavras de Herberto Helder, que, em terra de “almas pasmadas” tenho por hino à coragem e à recusa da morte em vida:

“(…) o dramático esforço de Orfeu, que desce aos infernos para reunir a sua dispersão na unidade final do canto, é tarefa para cada um –e isso nos baste, mesmo que não sirva para nada, além de servir para provisória salvação de quem nela se empenhe. O mito de Sísifo, de que fala Camus.”


in Poemas de Edmundo de Bettencourt (Relance Sobre a Poesia de Edmundo de Bettencourt), Assírio & Alvim, Lisboa, 1999 

Sem comentários:

Enviar um comentário