Em França, cerca de cinco milhões de pessoas manifestaram-se em defesa da liberdade de expressão e
contra o assassínio dos jornalistas/artistas de Charlie Hebdo –contra os crimes de muçulmanos ultra-radicais.
Manifestavam-se,
também, em defesa dos judeus franceses?
De facto, os atentados em
questão traduziram-se no assalto à redacção de Charlie Hebdo e ao supermercado Hiper
Cacher, onde foram assassinados quatro judeus.
Em suma: o monstruoso e
inaceitável atentado de Paris tinha dois objectivos, constava de dois
objectivos:
liquidar jornalistas/artistas porque teriam ofendido o profeta Moamede,
matar judeus… porque eram judeus.
Ainda que a tragédia
não tenha sido exposta de acordo com a sua, dela, realidade e se haja apontado
à liberdade de expressão ofendida, não posso acreditar que os manifestantes,
franceses ou de outros países, não tivessem bem presente o horrendo anti-semitismo
-parte tão importante como o anti-liberdade de expressão- e o ignorassem.
Não se tivessem
manifestado, também, contra o assalto ao Hiper
Cacher.
E não posso acreditar
porque isso seria, também, horrendo.


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