quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

2015


Lutar contra o naufrágio para que nos empurram


2015 vai ser um ano duro e exigirá de todos coerência e coragem.

Há um governo agonizante e que tem à sua frente três caminhos:
-demitir-se,

-multiplicar a actividade destrutiva, -o país tocou o fundo: a pobreza, o desemprego, a emigração, a desertificação, crescem, dia a dia-, e continuar a cumprir a ordens recebidas do grande capital,

-ou, entrado em pleno desespero, desacreditado, desorientado, detestado, continuar a comprar a comunicação social e os que aceitem lugares rentáveis e apoios lucrativos; isto é, continuar a esconder, por detrás de um manto já esburacado, a nudez cuja podridão revolta e começa a incomodá-lo a ele próprio, governo.

Temo que seja o terceiro a impor-se e a completar o segundo: distribuir as benesses que lhe convêm, indiferente aos estragos que arrastam, e aliciar os que há muito enterraram a moral, o ideal, a verticalidade.

Meus amigos: a nós, vítimas do governo mais desbragado que a História de Portugal jamais teve, resta-nos, coerente e honestamente, dizer e fazer o que entendemos dever dizer e fazer.

Em um número muito recente de El País (29/12/2014), topei o que vos deixo:

  “Fazer e dizer o que pode não agradar exige coragem, mas para ter uma vida autêntica é necessário viver de acordo com os nossos valores, ainda que os nossos valores não sejam populares.”

…ainda que a coragem e verdade tenham um preço muitas vezes -quase sempre- alto.

Sem comentários:

Enviar um comentário