2015 vai ser um ano duro e exigirá de todos coerência e coragem.
Há um governo agonizante e que tem à sua frente três caminhos:
-demitir-se,
-multiplicar a actividade destrutiva, -o país tocou o fundo:
a pobreza, o desemprego, a emigração, a desertificação, crescem, dia a dia-, e
continuar a cumprir a ordens recebidas do grande capital,
-ou, entrado em pleno desespero, desacreditado, desorientado,
detestado, continuar a comprar a comunicação social e os que aceitem lugares
rentáveis e apoios lucrativos; isto é, continuar a esconder, por detrás de um
manto já esburacado, a nudez cuja podridão revolta e começa a incomodá-lo a ele
próprio, governo.
Temo que seja o terceiro a impor-se e a completar o segundo:
distribuir as benesses que lhe convêm, indiferente aos estragos que arrastam, e
aliciar os que há muito enterraram a moral, o ideal, a verticalidade.
Meus amigos: a nós, vítimas do governo mais desbragado que a
História de Portugal jamais teve, resta-nos, coerente e honestamente, dizer e
fazer o que entendemos dever dizer e fazer.
Em um número muito recente de El País (29/12/2014), topei
o que vos deixo:
“Fazer e
dizer o que pode não agradar exige coragem, mas para ter uma vida autêntica é
necessário viver de acordo com os nossos valores, ainda que os nossos valores
não sejam populares.”
…ainda que a coragem e verdade tenham um preço muitas vezes -quase
sempre- alto.
Sem comentários:
Enviar um comentário