Marcel Proust (10 de
Julho de 1871-18 de Novembro de 1922) falecera há quase cinco anos, quando José
Régio publicou, no nº 5 da revista presença,
um precioso apontamento sobre o grande escritor, intitulado Marcel Proust.
Creio seja, em Portugal,
o primeiro texto dedicado ao genial romancista francês.
Desse breve ensaio
transcrevo as significativas linhas:
“Sensibilidade
infinitamente delicada e receptiva; inteligência talvez mais subtil do que
profunda, em todo o caso subtil e profunda; imaginação transfiguradora e vasta –Marcel
Proust parte à la recherche du temps perdu. Do seu tempo perdido aproveita ele dar-nos
uma das obras mais originais do nosso tempo, e simultaneamente mais
representativas dele, mais ligadas ao passado e mais prolongadas para o futuro.”
José Régio in presença, nº 5, Coimbra, 4 de Junho de
1927 (recorri à obra importantíssima PRESENÇA,
Edição Facsimilada Compacta, Tomo I, Contexto,
1993)***
Marcel Proust em Evian, por volta de 1905
***será nesse mesmo ano de 1927, que se completará A la recherche du temps perdu, com a publicação de Le temps retrouvé. Depois da morte de Proust, tinham já sido editados La Prisonnière (1923) e Albertine disparue (1925).
Marcel Proust em Evian, por volta de 1905
***será nesse mesmo ano de 1927, que se completará A la recherche du temps perdu, com a publicação de Le temps retrouvé. Depois da morte de Proust, tinham já sido editados La Prisonnière (1923) e Albertine disparue (1925).


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