Algures em Porto Covo
O VAGABUNDO DO MAR
Sou barco de vela e remo
sou vagabundo do mar.
Não tenho escala marcada
nem hora para chegar:
é tudo conforme o vento,
tudo conforme a maré...
Muitas vezes acontece
largar o rumo tomado
da praia para onde ia...
Foi o vento que virou?
foi o mar que enraiveceu
e não há porto de abrigo?
ou foi a minha vontade
de vagabundo do mar?
Sei lá.
Fosse o que fosse
não tenho rota marcada
ando ao sabor da maré.
É por isso meus amigos,
que a tempestade da Vida
me apanhou no alto mar.
E agora
queira ou não queira,
cara alegre e braço forte:
estou no meu posto a lutar!
Se for ao fundo acabou-se.
Estas coisas acontecem
aos vagabundos do mar.
Manuel da Fonseca in Poemas Completos, Iniciativas Editoriais, 1958

Muito bonito.
ResponderEliminarBoas férias. :))
Manuel, desejo que passem uns excelentes dias em Porto Covo!
ResponderEliminarQue a maré esteja à feição e os ventos favoráveis, para saborear a vida e esquecer as tempestades!
Boa viagem e até ao regresso!!
Muito bonito o poema.
ResponderEliminarBoa viagem e bom descanso!
Um beijinho!