"Os três filósofos", 1508, óleo de Giorgione
Foi Aldo Zari quem, no mês
de Julho de 1976, me aconselhou a obra preciosa: Venezia e il suo estuário, Guida Storico Artistica, de Giulio
Lorenzetti –meu livro de cabeceira, desde essa data.
Transcrevo poucas
palavras do Lorenzetti, sobre Giorgione:
“A
arte de Giorgione, primeiro pintor essencialmente moderno, tornou-se arte
universal.
(…)
Com íntimo fervor contemplativo, que o levava a procurar inspiração e matéria em
plenos campos, exaltando a beleza de quanto o circundava, sentindo viver em
cada ser criado, homem ou planta, sentindo em tudo uma alma própria,
compartilhou o apaixonado movimento espiritual que se desenvolvia, especialmente
em Veneza.
(…)
Giorgione,
foi, além de pintor, poeta e músico.
(…)
A
figura histórica de Giorgione chegou até nós ao modo de um mito: escapam-nos elementos seguros acerca da sua curta vida. Nasceu em Castelfranco por volta de
1478 e, jovem, com pouco mais de trinta anos, morreu em 1510, dizem que de peste
ou de um desgosto de amor.”
Antes de vos deixar
outras pistas, mais uma vez sublinho, aqui, o muito que devo a Aldo Zari: ele
me apontou, explicou, abriu o grande Giorgione.


Há amigos que nunca se esquecem, principalmente quando envolve beleza e humanidade.
ResponderEliminarA sua amizade é muito bonita. Aldo Zari apesar de longe, deve ficar orgulhoso.
Beijinho especial. :)
A pintura é muito bonita.
ResponderEliminarÉ curioso, porque os três filósofos parecem ter idades distintas; três fases da vida; um jovem, um homem mais velho e um ancião.
Tenho gostado da pintura que nos tem dado a conhecer.
Obrigada!
Ana, se tivesse conhecido Aldo Zari, compreenderia. Um grande abraço e obrigado... por ele e por mim...
ResponderEliminarIsabel, muito bem observado. Giorgione é um "caso" na pintura mundial -e muito debatido e interpretado. Morreu jovem... como o nosso Sá-Carneiro, o Nobre, o Cesário Verde... Trazem marca, essas almas especiais. Um grande beijo.
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