Caixões de vivos
“Como eu era um pequeno-burguês, não tinhamos vizinhos. Só nos bairros populares é que as pessoas falam de janela para janela, de porta a porta, na rua. Só nos bairros populares é que a pessoas apertam a mão. A gente com dinheiro eventualmente cumprimenta-se na escada. Dizem: “A senhora do terceiro andar tem um cão engraçado”; ou: “Parece que o velhote do quarto andar está a morrer.” De resto, é cada um na sua casa, cada um por si. Só os pobres se encontram, porque são os únicos que se ajudam uns aos outros.”
Claude Roy, in Moi Je, Gallimard, 1969
Passados 42 anos, a relação humana piorou: é uma esquisita procissão de mortos-vivos...


De mortos e mortos, de solidão e mágoa. Não é vida, é vegetar!
ResponderEliminarBeijinhos
O dia a dia a isso obriga.
ResponderEliminarPor cá, ainda conhecemos os vizinhos, ainda nos ajudamos uns aos outros, pelo menos alguns tentam
Beijos doces
Luisa, sim vegetamos!
ResponderEliminarCarlota, ao dia a dia só obriga quem se deixa obrigar.
ResponderEliminarCarlota, o dia a dia só obriga quem se deixa obrigar.
ResponderEliminarAs pessoas vivem muito metidas consigo e com a sua vida.Não se convive. Lembro com saudade o tempo em que em garota, se vinha para a rua, no tempo bom. Os miúdos brincavam, e as mães e avós conversavam (também criticavam muito...)e faziam renda. Ia-se à mercearia e conversava-se. Todos se conheciam.
ResponderEliminarHoje isso já não é possível.
É pena.
Um beijinho
Isabel, assistimos a um "progresso" que é retrocesso e destrói as relações humanas.
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