domingo, 9 de outubro de 2011

A luz poderá acender se virarmos a página



Amiga generosa escreveu um comentário ao artigo de Manuel António Pina, “Os pobres que paguem a crise”, transcrito sexta-feira última, neste blogue.


Aflige-a a sangria inestancável que vai enterrando cada dia mais os portugueses na pobreza, na miséria, sem que se veja nenhuma luz ao fundo do túnel tenebroso.


Benoît Haman, socialista francês, publicou um livro que aponta soluções, ou, se preferirem, a primeira atitude a tomar ("Tourner la page. Reprenons la marche du progrès social", Flamarion).


Antes do mais, compreender “que o capitalismo financeiro é o único responsável por esta crise”.


E adiante sublinha:


A esquerda não tem a vocação de acrescentar, aos espinafres, um toque de manteiga. Não estamos aqui para suavizar, com uma pitada de generosidade, uma sociedade chupada pela sede do ganho e a concorrência generalizada ou para “moralizar o capitalismo (...) ou remendar o sistema.”


Segundo Hamon -e muitos outros que abriram os olhos-, é precisamente o sistema do capitalismo financeiro que urge pôr de parte.


Não sei se é essa a intenção dos socialistas portugueses; receio que a deles tenda a diluir-se em chá de tília.


E tu amiga ou amigo, sejas ou não de esquerda, sejas ou não socialista, pára e escuta as palavras de Benoît Hamon.


E decide como entenderes –porque essa liberdade de escolha é o coração da democracia.

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